Sou carioca, mas moro fora há 11 anos. Dentro desta nova cultura que vivo, a Suíça, seria difícil encontrar um terapeuta, que entendesse o modo como nós brasileiros vivemos nossas emoções. Tenho a sorte de ter minha terapeuta por perto, mesmo estando tão longe, com a ajuda da tecnologia. Para mim é uma nova experiência. Fiz  terapia no Brasil, indo ao consultório do terapeuta,  mas estando tão longe, com um fuso horário de 5 horas, meu Deus, como isso vai funcionar? Funciona muito bem, me sinto tão bem acolhida, tenho a praticidade de estar em casa e  às vezes, até um pouco desarrumada. Quando me apresento assim, ela percebe que estou deprimidinha, como ela carinhosamente me  diz, quebramos o primeiro gelo, para dar inicio a nossa sessão do dia. Percebemos juntas  que preciso de ajuda. Acho isso uma vantagem para o paciente e para o terapeuta, já que estou na minha intimidade, me apresento num estado real e fraco. Essa  experiência de juntar a tecnologia com psicologia, realmente é fascinante. Não é uma tarefa  fácil  mas vale muito a pena. Se conhecer melhor é viver melhor. Olhar para dentro de nós mesmo é uma viagem fascinante e de muita coragem. Obrigada, querida e amada terapeuta, por me ajudar nesta viagem.

C. M.

Jornalista, 49 anos

Receber o diagnóstico de doença renal crônica não é fácil. Tomar conhecimento das alternativas de tratamento, das modalidades de dialise e transplante, também não. Há ainda muitos estigmas envolvidos. Mesmo hoje em dia, com a possibilidade de se retardar a evolução da doença com orientação nutricional e controle da hipertensão e do diabetes, com o aprimoramento dos procedimentos dialíticos, com o tratamento das comorbidades que a acompanham como anemia e osteodistrofia e com a melhora da sobrevida dos transplantes e da qualidade de vida dos transplantados. O reconhecimento do suporte psicológico como componente multidisciplinar importante no per transplante tem aumentado. Enquanto doenças mentais graves podem contraindicar o transplante, aspectos psicológicos podem colocá-lo em risco. Nesse contexto, torna-se fundamental a detecção precoce do estresse a fim de minimizar seu impacto na saúde física e mental do paciente. O acompanhamento psicológico auxilia nos estágios do pesar, passando da negação, raiva, barganha e depressão à aceitação e à luta. Transplantados precisam ser capazes de compreender a necessidade de uma enormidade de exames e avaliações pré transplante e de alterações de hábitos de vida como parar de fumar, atividade física, suporte social no pós transplante e inclusive a possibilidade do transplante não correr tão bem como esperado. A meta do psicológo é definir se o paciente é um bom candidato ao transplante baseado na estabilidade psico-social e na capacidade de adesão aos comandos médicos. Mas também tratar de temas como ansiedade, expectativa de cura, medo da rejeição e da morte, mudança corporal, cuidados pós cirúrgicos e avaliação do doador vivo. Não se deve subestimar essa percepção, esse olhar que é diferente do olhar do médico. E lhe é complementar. Deve-se valorizar esse momento, pois é quando o paciente se abre de forma a mostrar facetas que a relação formal médico/paciente muitas vezes não permite, numa avaliação treinada e voltada para captar nuances de comportamento que podem prejudicar o bom andamento do transplante. Dr. Hélio Bonomo - Nefrologista (CRM 52667030)  

Dr. Hélio Bonomo

Nefrologista

Em novembro de 2013 minha vida mudou de rumo. Ou melhor, naufragou: perdi casamento, emprego, saúde e minha mãe em um terrível câncer. Nesses momentos, organizar "a cabeça" é uma questão de sobrevivência. Sim, todos temos problemas mas é através da nossa maturidade emocional que conseguimos olhar novamente o farol no horizonte e voltar a navegar no barco da vida com mais segurança. Mares tranquilos nunca fizeram bons marinheiros, não é mesmo? O processo terapêutico tem me ajudado a encontrar essa confiança para navegar a vida e, assim, encontrar uma nova significação em minha jornada.

D.C.

Administrador, 36 anos

Aos 20 anos me machuquei durante um treino de jiu-jitsu e por conta de uma cirurgia malsucedida fiquei tetraplégico. Ainda no hospital conheci a minha terapeuta, que conversava comigo, de forma tranquila, sem forçar nada, eram sempre boas conversas. Dediquei grande parte de minha juventude aos esportes e tinha sucesso como lutador até então. No começo, eu nem imaginava as dificuldades que estariam por vir. Todos os planos que eu tinha para a minha vida foram por água abaixo, faculdade, namoro, viagens, esportes, trabalho, dentre outros. Foi difícil me reposicionar no mundo, tinha que me reinventar e não sabia como. Muitas vezes o que nos aflige está bem diante de nossos olhos, mas não conseguimos enxergar e nem sabemos como lidar com a situação. A terapia nos ajuda a enxergar com clareza, e mais que isso, nos ajuda a sair da inércia e agir diante de nossos problemas. Ao longo do tempo tive algumas perdas, fiquei triste, chorei mas também aprendi, tive incontáveis momentos de felicidade e amadureci. Com o tempo a terapia me ajudou entender que apesar de difícil, não seria impossível. Troquei os treinos pelos estudos e os campeonatos pelas provas, me formei, fiz mestrado e estou cursando doutorado, rumo a mais uma vitória. O que virá depois? Vida! Continuo com a mesma terapeuta até hoje, quase 17 anos depois. A terapia é extremamente importante para o equilíbrio de nossas mentes, nos ajuda a lembrar de quem realmente somos e o que é relevante para as nossas vidas. Nem sempre isso acontece da noite para o dia. Às vezes, uma boa conversa com a sua terapeuta pode resolver e outras vezes, em situações mais complexas, a evolução ocorre ao longo do tempo através de um esforço mútuo (terapeuta e paciente), dia após dia. Não tenho dúvidas de que a terapia contribuiu (e continuará contribuindo) para a minha qualidade de vida.

F.E.

Administrador de empresas, 37 anos

A terapia é imprescindível para alguém que está passando por maus momentos, precisa de conselhos e de um olhar imparcial. Com a descoberta de uma doença crônica em julho do ano passado, a assistência psicológica foi essencial para o meu tratamento e na minha recuperação pré e pós-transplante renal. Os benefícios são imensuráveis e não existem barreiras que impeçam que minha recuperação seja plena.

C.D.V.

Estudante, 16 anos